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No passado dia 19 dei mais um passo num hobby já com alguns anos e que por falta de tempo ainda não tinha conseguido concretizar.
Para quem não sabe, eu sou radioamador desde 2011. Em Portugal a legislação dita que se faça exame para categoria 3, onde a estação de amador (CR7) apenas deve ser usada para radio-escuta e permanecer nessa categoria por 2 anos (até um máximo de 5 anos, após isso o CAN caduca). Após esse período, o amador por ir novamente à ANACOM realizar exame para a categoria 2 e quando aprovado poderá então usar a sua estação de rádio (CS7) para transmitir em quase todas as bandas de amador destinadas para o efeito. Um ano após estar em categoria 2, o amador pode ir novamente realizar exame para categoria 1 (CT7).
A comunidade está a decrescer muito e isso deve-se bastante à legislação actual e ao custo dos exames, pois cada exame custa 50€. Se a este valor juntar-mos a perda do dia de trabalho, os custos de viagem, os custos de alimentação, etc... ainda custa bastante.
Bem, mas lamentos à parte, 4 anos depois de ter realizado exame para categoria 3, lá fui em direcção à ANACOM, junto com a minha namorada (actual CR7AML) e com o amigo Luís Garcia (actual CT7AEL), realizar exame e obter aprovação para subida deixando de ser CR7AEK e passando a CS7AEK.

PS: infelizmente em todo o distrito de Castelo Branco sou, actualmente, o único CS7 e desde 2009 (ano em que entrou em vigor a actual legislação) apenas 6 pessoas (do distrito) realizaram exame para radio amador, sendo que 3 delas são CR7...

Link's que vale a pena ver:




73 51
CS7AEK

Ultimas aventuras...
Restauro de um rádio antigo, 4 bandas com 9 transistores: TEVEA SUPER FM (equivalente a um Amplix e um Arphone). Rádio de inícios dos anos 60's.
Mais informações sobre o equipamento, clicar AQUI.
Pediram-me (umas semanas atrás) para adaptar este rádio à rede eléctrica porque, segundo o que me tinham dito, gastava as pilhas muito depressa.
A situação era simples... comprar um adaptador 9V (1A dá mais do que o gasto), colocar uma ficha na tampa, soldar 2 fios e pronto, fim!
Já depois de ter feito algumas compras no ebay para isso, fui ligar o rádio à fonte de alimentação para ouvir como se comportava o equipamento. Limitei para 0.5A e liguei a 9V. O que ouvi? Nada! A fonte não estava em curto, mas não saía audio nenhum... nem ruído! Aqui começava a ver o que tinha pela frente...
O rádio não tem esquema online, as ligações pareciam estar bem, hora de retirar o chassi da caixa e meditar sobre o assunto.
Fiquei admirado em ver que o metal do chassi, que por norma é a massa (o ponto de potencial mais baixo) estava ligado ao positivo da alimentação. A olho, nenhum componente tinha sinais de problemas. Por teimosia minha, ainda bem que não correu mal, decidi limitar a corrente para 250mA e inverter as ligações da alimentação, ou seja, ligar o chassi ao negativo. Resultado: um breve estalido, mas logo terminou e com a fonte ao corte.
Após umas leituras pela Internet, vi que esta era uma prática da altura e por isso, o positivo ligado ao chassi poderia estar correcto.
Pelo meio medi a resistência entre o positivo e o negativo e o multímetro mostrava cerca de 130R. De facto... muito baixo para o que seria de esperar. As causas poderiam ser muitas, mas preferi ser mais metódico e ir anulando partes de cada vez. Comecei por seguir o fio do negativo, uma vez que o chassi era o positivo. Como as cores não eram coerentes e a cada ponto de ligação a cor do fio mudava, fui fazendo um esquema num papel e anotando as cores do fios.
Primeira paragem: placa de potencia, onde se encontra o pré amplificador, o amplificador e restantes componentes ligados ao audio (1ª foto). 4 fios numa ponta, 3 fios na outra e nenhum deles dava continuidade ao negativo.
Passo seguinte: desmontar a placa e seguir a trilha, quando acompanhava de um esquema. É trabalhoso, pois tem de se verificar todos os pontos e ver o estado dos componentes nesses pontos. Depois de algum tempo, eis que chego junto a um condensador (os malditos) e ao medir a resistência do mesmo (é esperado ser um valor grande e ir aumentando), eu medi qualquer coisa como 3R/4R. Algo se passava ali. Cortei uma pata do condensador, liguei ao meu medidor de LCR e (3ªfoto), o resultado era uma resistência de 1.4R, ou seja, o condensador já era!
Medi novamente  a resistência entre os dois pólos da alimentação e desta vez já saltou para valores de 5K, muito mais aceitável.
Soldei muito à pressa um condensador no lugar do problemático e fui alimentar o rádio. Pufff, o rádio já fazia som e já se ouvia uma musiquinha... mas muito "ranfanha". Era estranho... parecia faltar algo no som.
Liguei o osciloscópio na saída do altifalante e aparecia apenas a metade positiva da onda... raios! Um dos transístores do amplificador finou! Nesta altura tentar entender o que se passa, ficou mais simples, graças ao esquema que tinha vindo a desenhar.
Mudei a ponta do osciloscópio para a entrada do sinal na placa (o fio que traz o audio para o pré amplificador) e vi que o sinal vinha perfeito, por isso o problema estava mesmo ali. Ou no pré amplificador ou no amplificador.
Coloquei novamente a ponta de prova na saída para o altifalante e comecei a tremer os transístores do amplificador, eheheh o sinal do audio ficava bom por momentos, ufa! Olhei com mais atenção e a pata do transístor, dentro da placa, tinha ficado corroída.
Cortar, limpar a solda da pista, soldar novamente a pata do transístor, ligar tudo e o sinal ficou perfeito!
Soldar novo condensador, soldar fios para a ficha da alimentação externa e nesta altura podia dar a parte técnica por terminada. Agora era só restaurar a parte "exterior".
Limpar tudo, olear pequenas rodas, colar um fio ao longo de todo o cursor, para que a lista que mostra a frequência não caia contra a caixa, etc...
No final de tudo montado, não gostei muito do mostrador e voltei a ligar a estação de soldar para colocar no interior um LED branco de alto brilho, para uma melhor leitura do cursor.
Para acertar a palheta no local certo do cursor, bastou sintonizar uma rádio, com a frequência conhecia e arrastar manualmente a palheta para lá. Ficou fino!

Nota: os potenciómetros faziam muito ruído quando se mexia neles... solução foi passar uns minutos a roda-los para a frente e para trás de modo a que a trilha de carvão ficasse limpa.

Apesar de tudo... passei um belo dia em torno de algo que gosto bastante.
Já agora, se alguém tiver um equipamento semelhante que me queira oferecer e ter o prazer de um dia o ver funcionar, eu ficaria imensamente agradecido.

Até à próxima engenhoca!


Já depois de resolver o problema do transístor.



Resultado final:

Para aproveitar alguns componentes que já à algum tempo estavam aqui a pedir uso, principalmente um pequeno módulo rádio nos 433MHz, que comprei por 2 ou 3 euros no ebay, decidi fazer uma pequena rádio baliza. Embora apenas com 25mW, valia a pena fazer um teste de distância.
Usei um pequeno MCU, PIC12F510, para modular uma mensagem em morse, com uma frequência de 1KHz, à velocidade de 20WPM (words per minute).
A alimentação partiu de uma pilha de 9V, que alimentava directamente o módulo rádio e a regulação para os 5V de alimentação do micro, foi feita com um MIC5205 (um regulador de tensão de baixo consumo).
Foi tudo colocado dentro de um pequeno tupperware a 1250m de altitude, na Serra da Estrela.
Por lá ficou a transmitir apenas 1 noite e 1 dia e foi quanto bastou para retirar algumas conclusões deste teste.
O circuito faz uma transmissão a cada 2min 30seg, da mensagem "CQ COVILHA TEST MORSE BEACON - CR7AEK", que à velocidade de 20WPM resulta em cerca de 20seg de transmissão.
Esta mensagem foi escutada a 6Km de distância e o link em baixo é uma gravação da mensagem a essa mesma distância. Com apenas 25mW, consegui escutar a essa distância, na frequência de 433.986MHz em AM.. 


O print screen em baixo mostra o SDRsharp onde estava a fazer a recepção, e mostra também o MULTIPSK onde estava a fazer a descodificação da mensagem em Morse.
Bem visível na parte direita da imagem, a frequência de 1KHz à qual estava a ser modulada o morse. 

Só uma pequena nota acerca deste hack, que já foi testado.
Pude estar com um grande amigo meu, o Luís Garcia CR7AEL e levámos avante alguns testes.
A fonte, por ser comutada, em frequências mais baixas (onde possivelmente algum harmónio cai em cima de bandas de amador) como é o caso dos 160m entrava algum ruído. Dos 80m para cima o ruído induzido pela fonte era muito reduzido ou praticamente nulo (sim, não há uma fonte 100% perfeita).
Testámos com várias cargas e 8.5A são certos, sem que a tensão de saída sofra grande alteração (+- 0.2V). Dá isto portanto para colocar um rádio em funcionamento a emitir com cerca de 40W (mais um pouco, mas os 40W são certos).
Nada mal, para uma fonte cuja alteração custou uns 50cent e algumas horas livres de estudo do circuito.

A fonte já tinha ficado a funcionar da forma desejada, então a 2ª parte é ajeitar tudo, reforçar ligações e montar de forma a que fique tudo o mais sólido e resistente possível.
Antes de montar, estive a "aquecer" algumas resistências de potência... e enfim é vê-las ficar "quentinhas" eheh.
 A partir daqui começa o cortes de todos os fios dos rails não utilizados (-12V, -5V, 3.3V, 5V, etc).
Aqui foram feitas as ligações do "PWR_OK", do "PS_ON", e obviamente para a ventoinha.
Aproveitei para ligar um LED no "PWR_OK" para sinalizar o bom funcionamento da fonte.
Antes de fechar a caixa e bloquear o potenciómetro, dei um ajuste final para ficar o mais próximo possível do valor de tensão desejado, 13.8V.
Depois foi só certificar-me de que todos os fios estavam bem presos (led, ventoinha, interruptor, ...) e fechar o melhor possível a caixa.
Por enquanto não tenho um dummy load para corrente constante e testar a potência máxima da fonte.
Teoricamente será uma fonte com uma potência de 138W.

Mais um hack completo :).

"A necessidade aguça o engenho", esta é uma grande verdade e este é mais um artigo que prova isso.
Este fim de semana consegui arranjar algum tempo livre para levar a cabo uma ideia que queria ter posto em prática há mais tempo: transformar uma fonte de alimentação de computador para uma fonte de alimentação a usar como recurso no radio amadorismo.
Devido à sua construção e para o fim das mesmas, esta fontes têm um bom nível de filtragem, potência e portabilidade.
A ideia é conseguir alterar o rail superior, de +12V, para atingir a tensão de 13,8V comummente usada em rádios de amadores.
A fonte que usei já era bastante antiga (datada de 2002) e no rail de +12V, garante uma corrente de 10A.
Quando abri a fonte, tentei identificar qual o CI controlador do circuito e sendo ele o CI controlador é junto dele que terei de actuar para conseguir uma variação de tensão no "exterior"...
Neste caso o CI era um TL494 (ver AQUI o datasheet).
Enquanto de googla para encontrar o datasheet, uma passagem pelo separador de imagens, traz sempre alguns circuitos exemplo que dão importantes ajudas sobre a implementação e, neste caso, o hack do mesmo.
Em baixo está um desses esquemas e a vermelho está o que realmente importa.
O TL494 possui um pino de referencia interna de 5V (13), que passa por um divisor de tensão, ao qual liga o pino 2, que olhando o datasheet trata-se de uma entrada do amplificador de erro.
O pino 1 é a outra entrada, mas que faz também um divisor de tensão mas usando uma tensão de 5V na saída. Conclusão, o TL494, entre outras coisas, vai fazer oscilar o transformador de forma igualar as tensões no pino 1 e no pino 2.
Parecia fácil de mais para resultar. A primeira ideia foi cortar a trilha do pino 1, pegar num potenciómetro e usa-lo como divisor de tensão entre um dos rails (no meu caso o rail de +5V) e GND.
Independentemente do circuito que a minha fonte tivesse, estas alterações teriam de ser o suficiente para conseguir variar as tensões na saída da fonte. Simplesmente estava a "enganar" o amplificador de erro e fazer o circuito actuar como se os novos 13,8V correspondessem aos 12V...
A imagem em cima mostra o primeiro teste. Soldei 3 fios a um potenciómetro e soldei os mesmos na PCB.
Ao ligar a fonte, a ventoinha disparava por momentos, mas desligava de imediato.
Então rodei o potenciómetro todo para o mesmo lado e fui variando aos pontos enquanto ligava e desligava a fonte.
A certa altura, a ventoinha começou a rodar e o multímetro  que tinha a medir a tensão na saída de 12V, mostrou-me cerca de 9V. Sem desligar a fonte continuei a rodar e verifiquei que a tensão estava a variar também.
Tinha encontrado o "divisor de tensão" que me colocava no pino 1 uma tensão que já permitia a regulação e a medição de erro por parte do TL494.
Daí até ter 13,8V (aprox) foi um saltinho.
Estava encontrada a solução...
O resto foi testar a sua estabilidade ao funcionar desta forma e tratar de aperfeiçoar o resultado final, mas isso vou deixar para um outro artigo, a 2ª parte.

Aqui está a antena bicónica de que falei nos artigos anteriores.
Todas as informações e cálculos experimentais podem ser encontrados no documento escrito pelo W4RNL.
No meu caso usei tubo de PVC para o mastro, varões roscados para fazer os radiais e fio de cobre de 1,5mm para fazer os "cones". Cada metade de varão tem 25cm e estão separados por 1m.
Esta é uma óptima antena com uma ampla gama de recepção.
Ainda não pude testar muito esta antena, mas já tive algumas surpresas em relação há ground plane de 1/4 de onda.

Não é a melhor das imagens, nem está com a melhor das qualidades, mas queria partilhar com todos por ser a primeira que recebo com a minha antena bicónica (vou escrever um artigo na próxima semana).
Esta é uma imagem enviada pelo satélite NOAA 15 (17h 42min), que só tem metade pois finalmente encontrei o problema que me impossibilitava de receber telemetria. Quando fiz a mudança (a meio da imagem), lá tive sucesso. Melhores imagens serão conseguidas de futuro e por cá as colocarei.

As imagens que faltavam.
Terminado o alojamento, ficando totalmente estanque.

Embora cansado, não pude deixar de fazer uma gaiola de Faraday para o meu RTL2832.
Encontrei um cabo USB comprido cá por casa, dessoldei a porta USB da pen e soldei directamente o cabo. Uma vez com a pen aberta, soldei logo alguma malha e troquei o LED por dois fios, de modo a conseguir ligar o LED no exterior da caixa.
No fundo a caixa tem 2 camadas de folha de alumínio e no meio delas ficou a malha para garantir o contacto.
Por hoje fica assim, amanhã tenho de acabar o trabalho.